15 junho 2012

A casa da esquina, por Duca Leindecker


A história de Duca Leindecker é bem escrita, surpreendente no final e suas descrições são impecáveis. No entanto, o livro não tem um contexto específico, é sem coerência e suas duas únicas tramas são construídas fracamente para seus finais.
Mas, enfim, A casa da Esquina fala sobre um menino de 9 ou 10 anos, filho de um pai advogado e de uma mãe professora, sendo o irmão do meio. A história começa com a vida dele normal, monótona e sem nenhum problema iminente. O livro é cheio de metáforas, e podemos observar isso apenas pela primeira página, quando o menino nos conta que as flores caídas na calçada da casa da esquina chamam-se Primavera. Primeiramente, porque primavera significa uma época de calmaria, onde o frio e o calor não são extremos - ou seja, é aquele normal da estação. Depois disso porque primavera representa um novo começo para as flores, no caso da metáfora um novo começo para o menino.
Ao longo da história entram personagens novos que aparecem hora ou outra, mas que pela história ser incoerente não seguem uma rotina durante as páginas. Dentre estes personagens está a menina dos brincos de Rubi, com quem o menino tem sonhos e que depois percebe ser real. Ela sempre desaparece da vista do menino, mas depois de tanta insistência eles se conhecem, se beijam e se namoram. Sim, se namoram. O autor parece ter esquecido que tanto Patrícia (a menina dos brincos de rubi) quanto o menino têm 9 ou 10 anos.
Além desta nova personagem, o pai do menino nos é apresentado. É caracterizado como protetor, atencioso, importante e boa pessoa. Ao decorrer do livro, no entanto, é descoberta uma doença em seu sistema: câncer. Isso gera conflitos na família inteira, e essa é a segunda trama coerente do livro. Confesso que, ao terminar a leitura, quase chorei ao ler as últimas páginas. A narração do menino sobre os olhos receosos e fortes de sua mãe dói no coração. Foi um dos únicos momentos em que Duca Leindecker acertou na escrita.
Entretanto, A Casa da Esquina é um livro muito requerido nas escolas no nível de 8ª série (agora 9º ano) e, sim, é uma boa escolha para a interpretação. Por causa das várias metáforas e do conteúdo exigido por esta série o livro se torna "legível". Recebe dois cupcakes apenas por isso.

Um comentário:

  1. Critica muito presunçosa.
    A casa da esquina é um livro para um leitor nato, sábio, e acima de tudo, onisciente à vida e a carreira de Duca Leindecker. O livro, como o próprio autor empregou, tinha apenas a intenção de ser uma carta para sua reflexão própria, e devido a isso, as tramas do livro são escritas de forma muito pessoal, não basta qualquer néscio abrir o livro e dar algumas folheadas para compreender a mensagem.
    Diferente de qualquer outro livro, A casa da esquina é escrito de uma maneira à qual traz o leitor uma aproximação aos personagens. A aptidão de Duca em suas palavras, e a destreza de colocar nas entrelinhas entendimentos ambíguos da situação, que as vezes confundem, as vezes esclarecem, foi demasiadamente mal interpretado ao momento em que é dito acima que o livro não tem ''COERÊNCIA''.
    Mesmo a mim, habituado a ler os mais insólitos eruditos, considero esse livro MUITO acima da media. Insipiente os que o consideram um livro de 8a serie, ou meramente ''legível''.

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